Data de publicação: 12-04-2018 14:52:00

Educação e empreendedorismo

Foto: Reprodução Internet
 
Sebastião Alvino Colomarte*
 
Com as constantes transformações do mercado de trabalho, em que a estabilidade no emprego há muito tempo não é uma garantia, devemos, mais do que nunca, envidar nossos esforços para despertar nos jovens a noção e o espírito de empreendedorismo. A escola tradicional ainda está preocupada em preparar os alunos para um bom emprego ou se sair bem nos disputados concursos públicos. Mas não devemos nos esquecer de que é preciso também orientar esses jovens para que possam gerir seus próprios negócios.
 
Apesar de não percebermos, o empreendedorismo começa em casa, quando passamos a oferecer a tradicional mesada aos nossos filhos. A partir desse momento, eles devem começar a pensar em formas de como utilizar bem esse dinheiro, seja para comprar algum objeto de desejo ou mesmo programar uma viagem de férias com os amigos. Essa noção de poupança, certamente, irá nortear os passos desses jovens para que eles possam ser bem-sucedidos no futuro.
 
O ambiente escolar também é uma peça fundamental no processo de formação de futuros empreendedores. Mas é necessário oferecer aos nossos professores instrumentos para que tenham condições de identificar, com precisão e presteza, habilidades que poderiam ser detectadas em um determinado aluno. Seria necessário, ainda, trabalhar as deficiências desse estudante, orientando-o para que consiga almejar um futuro profissional de sucesso.
 
A realidade do sistema de ensino brasileiro é um entrave para que o processo de formação de empreendedores seja igualitário no país, já que há um enorme abismo entre as escolas de ensinos fundamental e médio, privadas e públicas. Além disso, é necessário levar em conta que o modo de aprendizado de cada aluno é diferente.
 
A tecnologia atual permite orientar os estudantes em relação a uma determinada característica e elaborar planos de estudos individuais. Mas, infelizmente, no Brasil, a maioria dos gestores escolares, principalmente do setor público, demanda grande parte do tempo com uma complexa logística de grades curriculares e horárias, distribuição de disciplinas, além de locação de professores.
 
Com quase quatro décadas de experiência no Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG), percebo, com grande satisfação, que a atividade de estágio passou a ser um indicativo para a formação de empreendedores. Após experiências em organizações privadas e públicas, muitos ex-estagiários apostaram em gerir o próprio negócio.
 
Centenas de estudantes que passaram pelo Programa Estágios do CIEE/MG, após aproveitar bem a atividade de estágio, perceberam que poderiam alçar voos solos ou mesmo enveredar-se por cargos de gestão. Hoje, encontramos muitos empresários e executivos bem-sucedidos agradecidos por, um dia, ter sido dada a eles a oportunidade de realizar treinamento prático em alguma empresa, experiência que foi crucial para definir as carreiras profissionais.
 
*Professor, superintendente-executivo do CIEE/MG e diretor da ACMinas.
 
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