Data de publicação: 22-11-2020 23:05:00 - Última alteração: 22-11-2020 23:20:09

CEO pede desculpas à família de Joao Alberto

O Boticário - Contagem
Foto: Divulgação

Noel Prioux CEO do Carrefour Brasil disse que a empresa combaterá o racismo estrutural. O pronunciamento sobre a morte de João Alberto Freitas, de 40 anos, conhecido como Beto, foi no último sábado (21), após vários protestos pelo país. O assassinato do cliente foi durante uma abordagem de seguranças de uma loja em Porto Alegre, na noite de quinta-feira (19).

Prioux e o vice-presidente de Recursos Humanos do grupo, João Senise, afirmaram que o caso não representa os valores da empresa. Ele pediu desculpas à família de João Alberto, classificou o espancamento como tragédia e afirmou que não tinha condições de compreender completamente o tamanho da dimensão do caso.

O fato

Quinta-feira (19), véspera do Dia da Consciência Negra, João Alberto Silveira Freitas, 40 anos, foi espancado e morto por dois homens brancos, seguranças do supermercado Carrefour, em Porto Alegre (RS).

As câmeras de segurança do hipermercado mostram quando Beto saiu do caixa, caminhou até uma funcionária, falou algo e foi conduzido para fora do estabelecimento acompanhado dos dois seguranças.

Após Beto agredir um dos seguranças, o espancamento iniciou e não parou mesmo com os apelos das testemunhas. Beto também chegou a pedir socorro a esposa. Minutos depois beto desmaiou e morreu em seguida. Paramédicos tentaram reanimá-lo, sem sucesso.

João Alberto

O soldador João Beto, era bastante, morava em uma comunidade na Vila Farrapos, zona norte da capital gaúcha. Era casado com a cuidadora de idosos Milena Borges Alves, 43 anos, e deixa quatro filhos.

Beto era torcedor do Esporte Clube São José — time da terceira divisão do Brasileiro. Os amigos afirmam que ele era um “cara de boa” e “legal”.

Delegada do caso não confirma que houve ato de racismo

Apesar do homem negro ter sido morto asfixiado por dois seguranças brancos e as imagens em vídeo que circulam nas redes sociais mostrarem toda a agressão, a delegada Roberta Bertoldo, afirmou que a investigação, até o momento, não é tratada como racismo.

A morte de João Beto está sendo apurada pela 2ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa de Porto Alegre. A chefe da Polícia Civil, Nadine Anflor, afirmou, que inicialmente as investigações é de um homicídio com três qualificadoras, motivo fútil, impossibilidade de recurso de defesa da vítima e a causa da morte por asfixia. Ela afirmou que caso hajam elementos que mostrem que houve discriminação racial, o inquérito poderá seguir por outro rumo.

Suspeitos

Magno Braz Borges, de 30 anos e Giovane Gaspar da Silva, de 24 foram presos em flagrante. Giovane, é policial militar e foi levado para um presídio militar. Magno, segurança terceirizado da loja, está em um prédio da Polícia Civil.

De acordo com a Polícia Federal, um deles não possuía o registro nacional para atuar na profissão, mas o outro tinha o documento registrado. Ambos são funcionários de uma empresa terceirizada de nome Vector Segurança e ficaram em silêncio ao deporem para a polícia.

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