Divulgação
O debate on-line, que terá a presença da professora e doutora em Geografia Urbana, Bárbara França, vai discutir nesta terça-feira (24), às 20h, o futuro da principal fonte de abastecimento da RMBH.
A situação da orla e do reservatório de Vargem das Flores volta ao centro do debate público nesta terça-feira (24/2), às 20h. O debate on-line tem a missão de encontrar formas de utilizar o reservatório sem continuar o processo de degradação ambiental.
A convidada, a professora e doutora em Geografia Urbana, Bárbara França, tem experiência em planejamento urbano e governança metropolitana.
O encontro será realizado pela plataforma Google Meet e será aberto ao público mediante inscrição prévia.
Motivação
Recentemente, o Ministério Público de Minas Gerais exigiu o cumprimento do Plano de Manejo da APA Vargem das Flores, que proíbe o uso do reservatório pela população.
A medida pegou todos frequentadores da represa de surpresa, isso porque, mesmo sem regulamentação, o local é utilizado pela população desde 1970, quando foi inaugurada.
O Reservatório de Vargem das Flores é o mais estratégico da COPASA porque não corre o risco de ser atingida por lama de rejeito de minério como aconteceu no Rio Paraopeba e no Rio Doce.
A represa é abastecida por nascentes que estão em Contagem. Entretanto, a área de recarga está muito degradada, e, se não forem tomadas medidas para proteger, o abastecimento de água para a RMBH pode ser comprometido.
A pergunta é: “É possível continuar usando a represa sem continuar degradando?”
Além da importância hídrica, a área possui relevância ambiental, social e paisagística. Mas nos últimos anos, moradores e entidades ambientais têm denunciado:
- Crescente degradação da orla;
- Aumento do lixo e da poluição;
- Uso irregular para eventos e atividades náuticas;
- Pressão urbana sem planejamento adequado.
Planejamento urbano e governança
A professora Bárbara França já atuou como ex-conselheira no Conselho Metropolitano da RMBH (2024–2025) e atualmente é docente na Escola de Arquitetura da UFMG.
A participação da geógrafa tem o objetivo de ampliar o debate técnico sobre:
- Instrumentos de controle e fiscalização;
- Gestão metropolitana compartilhada;
- Uso sustentável de áreas de preservação;
- Participação social nas decisões ambientais.
A proposta é transformar a mobilização em reflexão qualificada, com base científica e participação popular.
Segundo a professora e ambientalista do Vargem das Flores, Cristina Oliveira, defender o reservatório é defender a vida na Região Metropolitana.
“Não se trata apenas de preservar uma paisagem, mas de proteger uma fonte essencial de água para milhares de famílias”, enfatiza.
Para os organizadores, o momento exige união da sociedade civil, pesquisadores, poder público e moradores.
Serviço:
Debate: Orla e Reservatório de Vargem das Flores
Terça-feira (24), às 20h
On-line, via Google Meet
Inscrições

Fonte: Assessoria de imprensa
