Data de publicação: 17-07-2019 15:56:00 - Última alteração: 22-07-2019 10:38:58

Em coletiva de imprensa, prefeito de Contagem nega irregularidades

Câmara Municipal de Contagem
Foto: Facebook/Reprodução
 
O prefeito de Contagem, Alex de Freitas (sem partido), se pronunciou, nesta tarde, a respeito do cumprimento de mandados de busca e apreensão realizados nas casas e em gabinetes dele e do secretário municipal de Defesa Social, Décio Camargos.
 
A operação denominada “Mi Casa Su Casa” foi deflagrada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) junto à Polícia Civil, na manhã desta quarta-feira (17), a fim de investigar acusações de lavagem de dinheiro e de ocultação de bens e valores, nas quais haveria também o envolvimento de funcionários do Executivo, além de outros atos ilícitos.
 
Um dos alvos da investigação é o imóvel em que Freitas vive, no condomínio Estância do Hibisco. As denúncias apontam que o valor da casa foi de R$ 3,3 milhões, dos quais R$ 1 milhão teria sido pago em espécie. As investigações apuram se Camargos teria sido usado como “laranja”.
 
O prefeito afirma que tinha interesse em comprar a casa – já que o imóvel em que morava, no bairro Fonte Grande, vinha sendo atacado, desde o segundo turno das eleições municipais, em 2016 –, mas não tinha condições. Camargos, então, teria comprado o imóvel e alugado para Freitas por R$ 4,5 mil mensais.
 
O gestor do Executivo municipal disse que não havia necessidade da realização da operação, já que possui documentos que comprovam a regularidade da situação. “Este é um assunto recorrente, desde que me mudei [para o condomínio, em 3 de janeiro de 2017], especula-se em torno disso. Os agentes políticos no Brasil estão revestidos de suspeitas”, disse Freitas, ressaltando que tem a consciência tranquila, por ser um “homem de bem”.
 
Posicionamento
 
O secretário de Defesa Social negou que tenha feito um pagamento em espécie. Segundo ele, foi feita uma transferência de R$ 1,1 milhão para a conta da antiga proprietária do imóvel no condomínio Estância do Hibisco. Sobre o fato de a casa ainda não estar no nome de Camargos, ele alegou que está terminando de pagar as parcelas.
 
Em relação ao aumento robusto no patrimônio, investigado pelo MPMG, o secretário afirmou que o salto de R$ 1,6 milhão, em 2012, para R$ 20 milhões, em 2016, deve-se a uma herança recebida do pai dele.
 
“Essa investigação não pode ser da maneira como foi feita. Ministério Público e Polícia Civil nunca me chamaram para prestar um esclarecimento”, afirmou Camargos.
 
Leia, abaixo, a nota da Prefeitura de Contagem na íntegra:
 
NOTA OFICIAL
 
1. O prefeito Alex de Freitas sempre esteve e continua à disposição para prestar qualquer esclarecimento e disponibilizar todos os documentos aos órgãos de controle e fiscalização do poder Executivo. Essa é uma obrigação do gestor público.
 
2. Em relação à operação desencadeada pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 17 de julho de 2019, o prefeito de Contagem, Alex de Freitas, esclarece:
 
a. O prefeito aluga um dos imóveis, em Contagem, de propriedade de Décio Camargos;
b. O contrato de locação atende a todas as regras previstas na legislação;
c. Os alugueis do imóvel onde o prefeito reside são declarados no Imposto de Renda de Alex de Freitas, o que pode ser comprovado por extrato bancário;
 
3. Diante do exposto, é impossível não ficar indignado com uma operação policial para investigar um assunto que poderia ser esclarecido pelo mero envio de documentos oficiais e declarados à Receita.
 
4. A cidade de Contagem pode ter certeza que o trabalho, a coragem e o emprenho do prefeito Alex de Freitas não serão afetados por operações consideradas, no mínimo, duvidosas. Manteremos a cidade funcionando e os investimentos em obras e melhorias como tem sido a prática desta administração.
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