Data de publicação: 08-10-2019 17:00:00

Novas demandas de inclusão no mercado de trabalho

Nova Faculdade
Foto: Internet/Reprodução
 
Alexandre Cézar de Oliveira Melo*
 
As três primeiras revoluções industriais, ocorridas entre o século XVIII e meados do século XX, impulsionaram mudanças significativas no contexto produtivo. A necessidade de maior qualificação profissional e a intensa utilização da tecnologia da informação foram algumas delas e tiveram como consequência o aumento da remuneração dos trabalhadores, o que se consolidou como ponto nevrálgico do desenvolvimento econômico.
 
Estamos no auge da quarta revolução industrial e efetivamente vivenciando muitas transformações nos mundos da educação e do trabalho, em virtude da fusão dos mundos físico, digital e biológico. As mudanças na indústria e nos processos produtivos são as mais significativas nesse cenário apresentado pela revolução 4.0, pois as empresas utilizam a tecnologia para agilizar as operações.
 
Atualmente, discute-se o papel do ser humano em uma sociedade prioritariamente digital, virtual e tecnológica. O futuro torna imperativo o resgate do lugar situacional da pessoa humana nesse novo contexto social, principalmente nos meios acadêmico (mundo do saber) e corporativo (mundo do fazer).  Trata-se de colocar a pessoa humana no lugar central e a tecnologia como aliada para o desenvolvimento de soluções individuais e coletivas que promovam o bem-estar social e a melhoria da qualidade de vida de todos.
 
No caso da educação, as fronteiras do conhecimento são alcançadas com mais facilidade por meio da tecnologia, que possibilita o acesso e a troca de conhecimento em qualquer lugar do mundo. No ambiente corporativo, organizações de todos os segmentos, independentemente do porte, são afetadas pela concorrência globalizada e pelo desafio de entregar produtos e serviços com cada vez mais agilidade, qualidade e menor preço.
 
Recente estudo do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) alerta que o Brasil precisará qualificar 10,5 milhões de trabalhadores industriais até 2023 para suprir a demanda de profissões ligadas à tecnologia. Algumas profissões tradicionais tendem à extinção, enquanto outras surgem com perspectivas promissoras para aqueles que estiverem dispostos a se qualificarem. Quanto às modalidades de qualificação e capacitação, podem ser presenciais ou à distância, e, ainda, no modelo misto, o semipresencial. O paradigma da distância foi quebrado e o acesso tanto ao conhecimento quanto à realização da prática profissional está disponível em qualquer lugar do planeta.
 
Na condução da interface entre a teoria e a prática, o saber e o fazer, agentes de integração como o Centro de Integração Empresa-Escola de Minas Gerais (CIEE/MG) assumem o desafio de atender às demandas de contratação de estagiários e aprendizes de empresas públicas ou privadas, independentemente do porte ou do segmento de atuação.
 
Com 40 anos ininterruptos de atuação em território mineiro, o CIEE/MG vivencia plenamente o contexto da integração 4.0, que parte da premissa de que a teoria e a prática são plenamente exercitadas no ambiente virtual, com processos digitais, visando atender aos interesses humanos, mas respondendo à tomada de decisões híbridas.
 
Atualmente, a inscrições para os nossos programas são feitas em ambiente virtual, os trâmites burocráticos para a contratação de estagiários e aprendizes são formalizados por meio de assinatura digital e todas as etapas do processo (seleção, admissão, acompanhamento, pagamento e desligamento) podem ser feitas pelo nosso portal.
 
A instituição investe cada vez mais no aperfeiçoamento dos canais de comunicação e nos processos de atendimento às empresas, instituições de ensino e estudantes. O objetivo principal desse trabalho é a inserção de jovens no mercado de trabalho com a convicção de que eles estejam preparados para a convivência harmônica com seus pares na sociedade 5.0.
 
A nossa instituição está no rumo da integração 5.0 e nos esforçamos para que nossos estagiários e aprendizes se tornem profissionais capazes de perceber que fazem parte de um contexto social com o qual poderão contribuir significativamente com soluções que visem ao bem-estar coletivo, à sustentabilidade e à preservação do meio ambiente, bem como à melhor qualidade de vida para todos.
 
*Professor, supervisor de comunicação e ouvidoria do CIEE/MG.
 
(O conteúdo dos artigos publicados pelo Diário de Contagem é de responsabilidade dos respectivos autores e não expressa a opinião do jornal.)
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