Data de publicação: 20-10-2020 19:07:00 - Última alteração: 21-10-2020 17:01:38

Zema diz que Estado já tem plano estruturado para vacinação contra Covid-19

Zezinho Salão de Beleza & Estética
Foto: Pedro Gontijo/Imprensa MG
 
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), comentou, em um vídeo publicado em suas redes sociais, no início da noite desta terça-feira (20), o resultado da reunião virtual realizada entre governadores brasileiros e o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para tratar da vacina contra a Covid-19.
 
“Toda a campanha de vacinação é feita via coordenação federal, mas cabe a cada Estado estruturar os seus postos de saúde”, afirmou Zema, ressaltando que o Estado já tem “um plano todo estruturado” para a ação.
 
“No caso dessa vacina, é necessária refrigeração, o que torna a distribuição muito mais complexa. O Ministério da Saúde vai disponibilizar vacinas que já foram testadas e aprovadas, para que todos tenham segurança”, disse o governador em outro trecho do vídeo.
 
Por fim, Zema salientou que os detalhes da vacinação serão informados posteriormente, a exemplo do público-alvo prioritário. “Mas quero lembrar que ninguém em Minas Gerais vai ficar sem essa vacina, que é tão importante”, concluiu.
  Prazo estimado
 
A previsão, de acordo com Pazuello, é que a vacinação possa ser iniciada a partir de janeiro do ano que vem por meio do Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde.
 
O ministro informou que assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da vacina CoronaVac, que está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.
 
Segundo o Ministério da Saúde, essa ação é mais um passo na estratégia de ampliar a oferta de vacinação para os brasileiros. A pasta já havia firmado um acordo com a AstraZeneca/Oxford, que prevê 100 milhões de doses da vacina, e outro acordo com a iniciativa Covax, da Organização Mundial da Saúde, com mais 40 milhões de doses.
 
Somadas, as três vacinas – AstraZeneca, Covax e Butantan-Sinovac – representam 186 milhões de doses, a serem disponibilizadas ainda no primeiro semestre de 2021.
 
O acordo
 
Para o protocolo de intenções de compra de doses da CoronaVac, uma nova medida provisória será editada para disponibilizar um crédito orçamentário de R$ 1,9 bilhão. O Ministério da Saúde já havia anunciado também o investimento de R$ 80 milhões para a ampliação da estrutura do Butantan – o que auxiliará na produção da vacina.
 
Segundo a pasta, o processo de aquisição ocorrerá após o imunizante ser aprovado e obter o registro junto à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
 
Produção local
 
Além dessas doses iniciais, a partir de abril, a Fiocruz deve começar a produção própria da AstraZeneca e disponibilizar ao país até 165 milhões de doses durante o segundo semestre de 2021. O acordo do Instituto Butantan com a Sinovac também prevê a transferência de tecnologia e, com isso, o Butantan deve passar a produzir 100 milhões de doses por ano na nova fábrica.
 
Apesar das expectativas, o Ministério da Saúde alerta que o início da vacinação vai depender dos resultados da Fase 3 das vacinas, que testa a eficácia, e da liberação da Anvisa.
 
Segundo o ministério, o primeiro grupo a ser imunizado serão os profissionais da saúde e pessoas do grupo de risco para a Covid-19. A vacinação, segundo o órgão, não será obrigatória.
 
Testes
 
A CoronaVac já está na Fase 3 de testes em humanos. Ao todo, os testes com a CoronaVac – que tiveram início no Brasil em julho – serão realizados em 13 mil voluntários.
 
Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, ou seja, que ela realmente protege contra o novo coronavírus, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil. A CoronaVac prevê a administração de duas doses por pessoa.
 
Na última segunda-feira (19), o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciou que a CoronaVac é uma vacina segura, ou seja, não apresenta efeitos colaterais graves. Ele também disse que os resultados de eficácia ainda não foram finalizados, mas que ele espera que isso seja possível até dezembro deste ano.
 
Com informações da Agência Brasil

 
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