Data de publicação: 13-01-2021 16:24:00

Falso motorista de aplicativo é preso por aplicar golpes em passageiros

Zezinho Salão de Beleza & Estética
Foto: Reprodução Internet
 
Um homem de 39 anos, que se apresentava como motorista de transporte por aplicativo, foi preso pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) em Betim, na região metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), na última terça-feira (12). Ele é investigado por aplicar vários golpes em passageiros, sobretudo idosos.
 
Segundo a corporação, o suspeito teria feito ao menos 15 vítimas, causando a elas um prejuízo estimado em mais de R$ 50 mil. As investigações apontam que ele atuava principalmente na capital e na RMBH, fazendo abordagens em rodoviárias, hospitais e clínicas médicas.
 
O trabalho da Delegacia Especializada em Defesa do Consumidor (Decon) em cima do caso teve início em outubro do ano passado, quando uma ocorrência foi registrada na unidade. As apurações da denúncia levaram à identificação do homem e constataram que ele utilizava um veículo alugado e uma máquina de cartão própria para praticar os crimes. Tanto o carro quanto o equipamento foram apreendidos pela polícia.
 
Metodologia
 
Segundo a delegada Danúbia Helena Soares Quadros, ao abordar as vítimas, o suspeito alegava que havia acabado de cancelar uma viagem e se oferecia para fazer a corrida fora do sistema do aplicativo pelo mesmo valor já consultado pelo usuário. Na hora do pagamento, no entanto, uma fita colada em parte no visor da máquina de cartão impossibilitava a conferência do valor exato que seria pago pela viagem. De acordo com a PCMG, há registros de cobranças de R$ 700 a até mais de R$ 5.000.
 
Se o passageiro questionasse o valor da corrida ou tentasse efetuar o pagamento utilizando outro meio, o motorista mudava de postura e tornava-se agressivo, de acordo com Danúbia. “Nessa hora, ele intimidava as vítimas. Muitas relataram que queriam pagar em espécie, pois não estavam enxergando o valor, e ele dizia que não aceitava dinheiro, falava de forma mais ríspida. Vários idosos ficaram com medo e digitaram a senha sem ver o quanto era cobrado. Ele usou da vulnerabilidade e boa-fé deles”, afirma.
 
Reincidência
 
A prática criminosa não é novidade para o investigado. Em maio de 2020, ele já havia aplicado o mesmo golpe utilizando um táxi. Conforme informado pela polícia, ele é, de fato, cadastrado como taxista em Belo Horizonte, mas não como motorista do aplicativo pelo qual se identificava.
 
A PCMG não descarta a possibilidade de mais vítimas terem sido prejudicadas pelo criminoso, já que nem todas têm o hábito de conferir a fatura do cartão de crédito ou o extrato bancário regularmente.
 
“Orientamos que de forma alguma seja aceita uma corrida fora do aplicativo, seja ele qual for. As vítimas que foram lesionadas e eventualmente não tenham registrado ocorrência podem procurar a Decon ou a delegacia mais próxima”, ressalta a delegada.
 
Além de ser investigado por estelionato, o suspeito já tem passagens por tráfico de drogas, crime patrimonial e violência doméstica. Ele foi encaminhado ao sistema prisional do Estado, onde permanece à disposição da Justiça, segundo a polícia, que segue apurando se outras pessoas participavam do esquema.
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