Data de publicação: 19-02-2021 16:58:00

Clientes reclamam de contas altas e falta de atendimento da Copasa

Zezinho Salão de Beleza & Estética
Foto: Arquivo pessoal
 
Moradores e comerciantes de Contagem reclamam de cobranças abusivas nas contas de água e esgotamento sanitário, serviços prestados pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa). Dezenas de clientes com problemas nas faturas têm comparecido à agência de atendimento da avenida José Faria da Rocha, nº 2204, no bairro Eldorado. O descontentamento é generalizado.
 
A digital influencer Luana Martins, que também esteve no local, disse que vem sofrendo com as cobranças indevidas já há alguns meses.
 
“Em janeiro, recebi uma conta de R$ 550 referente ao consumo de 54 mil litros de água. É impossível termos esse gasto, pois na minha casa moram apenas duas pessoas. Não consegui atendimento por telefone, on-line nem presencial. Disseram que é preciso agendar, mas com quem?”.
 
Na agência, depois de duas horas e meia de espera, Luana foi atendida por um funcionário que fez o agendamento para 1º de abril. Ela perguntou se o fornecimento de água poderia ser cortado antes do atendimento e a resposta foi positiva. A indignação continua.
 
Outro cliente relatou que a conta tinha o valor médio de R$ 160, mas, desde março de 2020, as faturas começaram a subir para R$ 400, R$ 450, R$ 700, R$ 1.000 e não pararam de aumentar.
 
“Na minha casa, moram três pessoas. Tentei reclamar por telefone e pela internet, mas não consegui. Vim à agência resolver o problema porque não tenho condições de pagar, e as contas continuam em aberto”, contou Wander Silva.
 
Os clientes relatam que o problema teve início após o surgimento da pandemia, que também tem sido usada como justificativa para a dificuldade nos atendimentos.
 
Fiscalização
 
De acordo com a Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário do Estado de Minas Gerais (Arsae-MG), as cobranças indevidas estão sendo apuradas. Caso as irregularidades sejam comprovadas, os consumidores poderão ser ressarcidos. Os prejuízos gerados à clientela são estimados em R$ 14,3 milhões.
 
Ainda de acordo com a Arsae-MG, as cobranças indevidas teriam sido decorrentes de um novo método adotado pela Copasa para a aferição do consumo durante a pandemia.
 
A companhia passou a calcular o valor da conta a partir da média de consumo das residências nos últimos 12 meses para evitar a entrada dos leituristas nas casas dos usuários.
 
Contraponto
 
Em nota, a Copasa informou que a área de relacionamento com o cliente tem tratado todos os casos que chegam pelos canais de atendimento. Segundo a companhia, não foi observado nenhum movimento massivo de clientes com tais reclamações e que é necessário que os usuários enviem os protocolos para as análises das demandas.
 
A empresa disse que tem um time dedicado a essas avaliações e que, quando é o caso, encaminha a demanda para uma fiscalização no local. Na sequência, o cliente é comunicado do parecer de todo o atendimento.
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