Data de publicação: 24-11-2021 20:45:00 - Última alteração: 24-11-2021 20:50:26

600 balsas de garimpo ilegal dragam o Rio Madeira

Centro de Integração Empresa Escola de Minas Gerais -  CIEE
Foto: Wallace Lopes

Ativistas e comunidade local denunciaram o garimpo nas proximidades de Manaus e acionaram o Ibama, mas até o momento o governo federal não tomou nenhuma iniciativa para conter a corrida  pelo ouro no rio Madeira. 

As cerca de 600 embarcações teriam descido o rio há pouco mais de duas semanas e chegaram a Autazes, na penúltima cidade antes da foz do rio, que deságua no Amazonas, nesta terça-feira (23). 

O garimpo ilegal está próximo da comunidade Rosarinho, próximo do limite com o município de Nova Olinda e a apenas 120 quilômetros da capital Manaus. A prefeitura de Autazes afirmou que notificou o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) e acionou a Marinha, a Polícia Federal e o Ministério do Meio Ambiente.

O Ipaam disse que recebeu denúncias de movimentação de balsas de garimpo na região e que fará um diagnóstico para apurar a real situação no local, que pode ter outras possíveis ilegalidades como mão de obra escrava, tráfico e contrabando. O Ibama  ainda não se manifestou sobre a presença das balsas.

De acordo com o diretor da Associação Nacional de Servidores da Carreira de Especialista de Meio Ambiente (Ascema), Wallace Lopes, cerca de 600 balsas de garimpeiros ilegais estão destruindo o Rio Madeira perto de duas Terras Indígenas do povo Mura. 

“Atualmente somos apenas 300 agentes de fiscalização disponíveis para atuar em todo o país. Esse é o tamanho do buraco que estamos enfiados”, reclamou o diretor que também é agente Ambiental Federal do Ibama.


Foto: Wallace Lopes
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