Data de publicação: 08-06-2022 19:49:00

Belo Horizonte cria o Corredor Ecológico Espinhaço - Serra do Curral

Jornal Diário de Contagem On-Line
Foto: Sérgio Augusto Domingues/PBH

Foi publicado nesta quarta-feira (8), no Diário Oficial do Município, o decreto que cria, numa área de mais de 1,18 mil hectares de território, o Corredor Ecológico Espinhaço - Serra do Curral.

O Corredor Ecológico inclui desde a Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Minas Tênis Clube, no Bairro Taquaril, até a Mineração Lagoa Seca, no Bairro Belvedere, passando por três parques municipais, pela Mata da Baleia e pelo Parque Estadual da Baleia.

Segundo a Prefeitura de BH, foi mais um importante passo pela preservação da Serra do Curral. Para o prefeito Fuad Noman, que assinou o decreto, disse que o ato “representa mais um esforço da Prefeitura de Belo Horizonte para a conservação da biodiversidade, e faz parte das comemorações do Dia Mundial do Meio Ambiente”.

A região da Serra do Curral já compreende um número expressivo de áreas verdes protegidas que, por sua vez, apresentam conexões físicas entre elas num arranjo ideal de corredor, favorecido também pela formação da crista da Serra. 

O Corredor Ecológico Espinhaço - Serra do Curral está localizado num perímetro de proteção de tombamentos em diferentes níveis de governo e incluída como área prioritária para conservação. O trecho da Serra do Curral apresenta vantagens significativas para se instituir uma ferramenta estratégica de gestão integrada e projetos de cooperação.

De acordo com a Prefeitura de BH, reconhecer e proteger o Corredor Ecológico da Serra do Curral, sinaliza a possibilidade de reconexão de outras áreas protegidas já existentes, como o Monumento Natural da Serra da Piedade, a Reserva Particular do Jambreiro, a Estação Ecológica do Cercadinho, a mata da Mutuca, o Parque Estadual do Rola Moça e o Parque Nacional da Serra da Gandarela, integrando efetivamente o mosaico de unidades de conservação do Quadrilátero Ferrífero, criado no âmbito da Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço.

Paralelamente, tais conectividades de áreas verdes protegidas dependem de projetos eficientes de fechamento de minas no contexto desse território, como é o caso da Mina de Águas Claras (VALE), da Mina Acaba Mundo (Magnesita) e da mina Corumi (EMPABRA) a fim de garantir o devido processo de recuperação ambiental, integrando os esforços pretendidos com este Corredor Ecológico.

Conforme o decreto, o modelo de gestão e o plano de trabalho do Corredor Ecológico –  incluindo as etapas de implementação – serão definidos por um grupo técnico assessor, cuja composição e atribuições serão fixadas em portaria da Secretaria Municipal de Meio Ambiente a ser editada no prazo de 90 dias, contados da data de publicação do decreto.

Fonte: PBH
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