Data de publicação: 30-10-2012 00:00:00

DJ de Contagem faz sucesso no exterior

Nova Faculdade

Foto: Arquivo Pessoal

Leandro Dias

Ele é o único DJ do mundo a participar de todas as finais mundiais do Red Bull Thre3 Style. Em 2010 foi vice-campeão, em Paris. No ano seguinte, se manteve no pódio e alcançou o terceiro lugar, em Vancouver e em setembro, deste ano, conquistou o segundo lugar, em Chicago.

Nelson Duarte Lopes é o DJ belo-horizontino NEDU LOPES, de 37 anos. Criado em Contagem, no bairro Monte Castelo, teve o primeiro contato com as pick-up nas festas que organizava com amigos.

Formado e Publicidade e Propaganda, ele conta que o hobby foi aos poucos se transformando em profissão e deixou de procurar emprego na área de graduação para se dedicar a música.

DC - Como foi o seu primeiro contato com a música?

Nedu Lopes - Sempre gostei muito de música. Aos 15 anos comecei a organizar festas e eu era o responsável pelo som. Eu era Dj em festas de amigos e todos curtiam. Aos poucos comprei equipamentos e aprendi técnicas sozinho.


DC – Quando se profissionalizou como DJ?

Nedu Lopes – No início era um hobby, mas em 1996 comecei a tocar em boates de Belo Horizonte. Já formado em publicidade, parei de procurar emprego na área e fui tocar a minha música e quando percebi consegui me sustentar a profissão de DJ.

DC – A sua família apoiou essa mudança de profissão?

Nedu Lopes – Sim. A mudança foi acontecendo aos poucos, então não pegou ninguém de surpresa. Minha mãe é muito moderna e animada, compartilha e divulga meus vídeos e músicas na internet.

DC – O que você gosta de escutar e tocar?

Nedu Lopes – Eu escuto o que eu toco. Quando ouço uma música diferente sempre penso em como aplicá-la no meu trabalho. Toco de tudo um pouco dentro do estilo eletrônico. Meu estilo é eletrônico e hip-hop, mas no meu carro tenho algumas músicas do Chico Buarque, eu gosto de ouvir MPB.

DC – Tem algum ídolo do cenário eletrônico?

Nedu Lopes – Sim, o DJ Craze. Um americano que tive a oportunidade de tocar. Ele é bastante performático, acho isso muito importante em um DJ.

DC – O que não pode faltar em um bom DJ?

Nedu Lopes – São duas coisas: Técnica, saber mixar e operar o equipamento utilizado e o feeling, que não tem como ensinar, é a aptidão e o gosto pessoal do DJ.

DC – Morar em uma cidade como São Paulo facilita o trabalho de um DJ?

Nedu Lopes – Sim, sem dúvida. Eu me mudei para lá em 2010, mas desde 2004 já tocava em clubes de São Paulo. Queria visibilidade mundial, então decidi me mudar. Em Belo Horizonte já tinha chegado ao limite e não via mais ascensão profissional. Se ficasse em BH iria continuar tocando nos mesmos lugares e não teria chances de evoluir e nem a visibilidade que desejo.

DC – Você acaba de participar da final mundial de um campeonato em Chicago com DJ’s do mundo todo. Como foi participar?

O Red Bull Thre3 Style é o campeonato mais completo, porque avalia a técnica, conhecimento e interação do DJ com o público. Fiquei em segundo lugar e o americano em primeiro. Os donos da casa acabam levando vantagem por já conhecerem o público, então o DJ sabe o que tocar para agradar e agitar a galera.

DC – O que você pensa sobre sub-celebridades que viram DJ?

Nedu Lopes - A tecnologia ajuda muito os DJs e na formação de novos profissionais, mas possibilita qualquer pessoa diante de uma pick-up se apresentar como DJ. Muitos usam a visibilidade na mídia para tocar música eletrônica e se dizer DJ. Eles fingem que tocam, é uma espécie de DJ teatrinho, onde o cara não precisa ser bom para tocar, basta ter bons equipamentos e ser conhecido.

DC – E esta febre de festivais e raves com casos de drogas e alcoolismo entre os participantes?

Nedu Lopes – Infelizmente e issos que aparece na mídia, mas não é apenas o que tem nas festas. Muita gente está lá para curtir o som e se divertir. Porém são os fatos negativos que sobressaem, mas é normal, existe isso em qualquer movimento.

DC – O que gosta de fazer quando não está tocando?

Nedu Lopes – Gosto de pedalar, jogar futebol. Viver bem!

DC – Quem é Nedu Lopes?

Nedu Lopes – Eu sou música.

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