Data de publicação: 29-12-2014 00:00:00

Rir para não chorar, que graça tem isso?

O Boticário - Contagem
Foto: Divulgação

É muito comum ouvirmos a expressão: “To rindo pra não chorar”. Até em reportagens jornalísticas, as pessoas costumam rir ao reclamar de situações que deveriam ser acompanhadas de muito choro, literalmente.

Em um país onde praticamente nada funciona como deveria, não falta motivos para reclamações. Poucos reclamam, mas as pessoas que manifestam, a maioria sorri indevidamente, tirando a gravidade de situações que realmente incomodam a coletividade.

Falta d’água, buracos em ruas e passeios, insegurança confirmada pela quantidade de assaltos, transporte público ineficiente, falta de assistência médica e de qualidade na educação, entre outras situações, dificultam a vida de qualquer cidadão.

Credibilidade

Rir de fatos trágicos ou da ineficiência dos serviços públicos oferecidos pelos governos federal, estadual e municipal, tira a credibilidade das reivindicações.
 
Reclamar é fundamental, mas é preciso saber a quem reclamar. Não adianta reclamar dos péssimos serviços públicos ofertados com os vizinhos, com o marido, nem com a esposa. Para a reclamação ser eficaz é necessário pesquisar onde e como reclamar.

Reclamação boa é aquela feita no lugar certo e de forma correta. Se possível reclame em todos os meios disponíveis, no órgão competente utilizando o formulário adequado, por telefone solicitando o número do protocólo ou pela internet, salvando uma cópia de segurança.

Reclamar é muito chato, mas quem reclama não é chato, é exigente. Chato são aqueles que reclamam com quem não pode ajudar em nada.  É preciso se informar para não perder tempo com reclamações inúteis.

Protestos

No início de 2013, o povo foi às ruas manifestar, mas infelizmente muitos que participaram, não sabiam nem o porquê estava ali. Vi muitos jovens fazendo dos protestos, festas ao lado dos amigos. Já os mais velhos, a maioria queria resolver suas próprias questões.

Infelizmente, poucos foram protestar por causas nobres e pelos benefícios coletivos. Egoísmo puro. A maioria dos brasileiros diz que não gostam de política e que odeia os políticos. Mas todos esquecem que nem tudo é prazer, nós cidadãos temos nossas responsabilidades dentro da sociedade.

Obrigações e deveres

É dever e obrigação de cada cidadão acompanhar os trabalhos dos políticos que ajudamos eleger. A classe política brasileira é prostituída e de tão baixa qualidade porque não cumprimos bem o nosso papel de cidadãos.

Quem não gosta de política é governado por aqueles que gostam e se aproveitam do descaso do povo. Eles usam seus mandatos em benefícios próprios e deixam os cidadãos a ver navios. 

Por esses e outro motivos, se faz necessário vigiar constante os políticos para que eles não continuem lançando mão dos recursos que deveriam ser destinados as melhorias dos serviços públicos, que sempre foram merecedores de muitas reclamações.

Boca no trombone

Faça valer o seu direito e reclame. Mas reclame com veemência e seriedade. Exija e reclame sempre que for necessário. Se o agente público não atender bem, exija falar com o chefe do setor. Ele também é um funcionário público que merece respeito, assim como nós cidadãos. 

Seja consciente: Não ria quando reclamar. Senão você vai continuar chorando nas longas filas dos péssimos serviços públicos que nos são ofertados pelas metades. 

Ouvidoria municipal de Contagem
Rua Bélgica, 486 – Eldorado 
Fone: (31) 3398.4894
E-mail: carla.soares@contagem.mg.gov.br

Robson Rodrigues
Jornalista/Editor
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