Foto: Divulgação/Unimed
Vídeos gravados por funcionários do Hospital Unimed Contorno, no bairro Santa Efigênia, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, flagraram larvas e moscas em alimentos servidos no jantar do sábado à noite (5/1).
As imagens mostram uma grande quantidade de larvas em uma coxa de frango e moscas circulando dentro de uma panela de arroz.
Segundo a denúncia, a refeição seria destinada aos funcionários e aos pacientes da unidade.
Diante da situação, trabalhadores relataram que deixaram de consumir a alimentação oferecida pelo hospital e passaram a levar marmitas de casa, temendo riscos à saúde.
Eles também afirmam haver preocupação recorrente com as condições sanitárias do refeitório.

Empresa terceirizada e providências imediatas
A alimentação é fornecida por uma empresa terceirizada, identificada como GRSA Soluções em Alimentação e em Serviços de Suporte.
Em nota, a Unimed-BH informou que, assim que tomou conhecimento do episódio, adotou imediatamente todas as providências necessárias, que incluíram o descarte integral de toda a alimentação preparada naquele dia.
A cooperativa afirmou ainda que o caso foi pontual e isolado, restrito à refeição servida exclusivamente aos funcionários no refeitório, e que não houve registro de contaminação nos alimentos destinados aos pacientes.
A Unimed declarou também que notificou formalmente o fornecedor, responsável integral pelo serviço de alimentação, e que medidas corretivas já estão sendo adotadas para evitar a repetição do problema.
Relatos de episódios anteriores
Funcionários relataram que não seria a primeira ocorrência grave que envolve a alimentação da unidade.
Segundo eles, no ano passado, teria sido encontrado um rato dentro de um suco e fezes do animal em armários onde eram guardados copos, episódios que teriam aumentado a desconfiança sobre os protocolos de higiene adotados.

Caso gera alerta sobre segurança alimentar
Especialistas em vigilância sanitária alertam que a presença de larvas e insetos em alimentos prontos para consumo indica falhas graves em armazenamento, manipulação ou controle de pragas, que representam risco potencial à saúde, especialmente em ambientes hospitalares, onde há pacientes imunossuprimidos.
Até o momento, não há registro oficial de pessoas intoxicadas em decorrência do episódio.
O caso deve ser acompanhado pela Vigilânica Sanitária, que já esteve no local, para apuração das responsabilidades e verificar as condições do serviço terceirizado.
