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A sentença do caso, que tramita sob segredo de justiça, foi proferida na segunda-feira (5/1). O ex-padre Bernardino foi condenado a 24 anos e nove meses de prisão por estupro de vulnerável.
Mas em 2021, o ex-padre Bernardino Batista dos Santos, atualmente com 78 anos, foi afastado pela Arquidiocese de Belo Horizonte, da Paróquia Cristo Rei, em Contagem, assim que surgiram as acusações de abuso sexual contra crianças
Na época, a medida preventiva foi adotada antes mesmo da conclusão das investigações criminais, em conformidade com o Código de Direito Canônico, que prevê o afastamento de líderes religiosos quando há risco à comunidade ou quebra de confiança.

Paróquia Cristo Rei, bairro Amazonas, em Contagem
Condenação por abuso cometido em Minas
A sentença judicial se refere a um crime cometido em 2016, contra uma menina de apenas 3 anos, durante uma excursão religiosa realizada em um sítio na cidade de Tiros, no Alto Paranaíba.
Segundo a Justiça, o abuso ocorreu em um contexto de autoridade religiosa e confiança familiar, fator que pesou na dosimetria da pena, fixada em regime inicial fechado, além do pagamento de R$ 30 mil de indenização por danos morais à vítima.
De acordo com a Polícia Civil, o ex-padre é investigado por dezenas de denúncias, que podem chegar a 50 vítimas, com idades entre 3 e 11 anos, em crimes que teriam ocorrido desde a década de 1980, principalmente durante viagens e atividades religiosas organizadas pelo próprio sacerdote.
Segundo a investigação, Bernardino se aproveitava da confiança dos pais, da comunidade escolar e da autoridade religiosa para ter acesso às crianças, afastando-as momentaneamente dos responsáveis para cometer os abusos.
Próximos passos
A condenação foi proferida em primeira instância e ainda cabe recurso. O ex-padre chegou a ser preso preventivamente em outubro de 2024, mas obteve liberdade provisória por meio de habeas corpus, quando passou a cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A Polícia Civil reforça o pedido para que outras possíveis vítimas procurem as autoridades e formalizem denúncias.
Fonte: Assessoria de imprensa
