Foto: Divulgação
Os cortejos carnavalescos do Bloco Maria Baderna acontecem no sábado de Carnaval (14/02), na sede de Contagem e na terça-feira (17/02), no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.
O Bloco Maria Baderna, referência do Carnaval de Rua independente e politizado de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, completa 13 anos de história com o compromisso com a cultura popular, a ocupação do espaço público e a resistência artística.
Em 2026, os baderneiros vão às ruas em dois desfiles: no dia 14 de fevereiro, no Centro de Contagem, e no dia 17 de fevereiro, no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.
Fundado em 2013, em Contagem, por Camila Polatscheck e Hugo Honorato, ao lado de artistas, mobilizadores e agitadores culturais, o bloco nasceu após uma ocupação urbana e artística da cidade, durante um momento político complicado.
Na época, o desejo de fazer Carnaval na cidade, historicamente, esvaziada nos dias oficiais da folia, despertou a iniciativa de criar o Bloco Maria Baderna.
“Desde o início do bloco, a meta sempre foi fazer Carnaval em Contagem. Somos o único bloco que faz o cortejo no dia oficial do Carnaval, no sábado à tarde”, destaca Camila.
Maria Baderna
O nome do bloco faz referência à bailarina italiana Marietta Maria Baderna, artista do século XIX, que desafiou o conservadorismo da época ao misturar o balé clássico europeu com danças populares afro-brasileiras, como o lundu.
A ousadia gerou reações tão intensas da elite que o sobrenome da bailarina passou a ser usado de forma pejorativa, originando a palavra “baderna”.
“Todo mundo que conhece a história da Maria Baderna se apaixona quase que imediatamente pelo bloco”, conta Camila. “Ela foi tirada de cartaz por ousar misturar linguagens. A palavra baderna nasce exatamente dessa história”, explica
Ao longo da trajetória, o Maria Baderna se firmou como um bloco político, atento às pautas contemporâneas, sem abrir mão das bandeiras históricas que sempre defendeu.
O diálogo direto com os foliões é um dos principais diferenciais. Em vez de grandes estruturas, o bloco aposta no Carnaval de chão, de asfalto e de proximidade, com bonecos, estandartes, máscaras e fantasias que criam uma experiência coletiva intensa.
Entre os símbolos do cortejo estão o boneco da própria Maria Baderna, um estandarte assinado pelo renomado artista plástico Randolpho Lamonier e um grande bandeirão coletivo que cobre toda a bateria.
“O diferencial do bloco são as variedades das alegorias, que aproximam ainda mais o público do cortejo carnavalesco”, enfatiza Camila.
Folias
Em 2026, o bloco reúne cerca de 100 participantes, entre bateria, banda, regência, bonecos e estandartes.
A musicalidade segue como uma das marcas mais fortes, com um repertório que mistura rock, samba, reggae e marchinhas, com espírito híbrido e transgressor que inspirou o próprio nome do bloco.
A banda é formada por Raphael Sales (voz e guitarra) e Thiago Brás (voz e baixo), com regência de Felipe Gângan, que assume a função pela primeira vez.
“O Felipe chegou em 2025 para a percussão e foi muito bem recebido. Agora estreia como nosso regente”, explica Camila.
Celebrar 13 anos de Maria Baderna, segundo a fundadora, é celebrar a resistência. “Me sinto muito orgulhosa por ter tanta história pra contar, encontros pra relembrar e tanta gente que construiu esse caminho com carinho pelo bloco”, afirma.
Mesmo diante das dificuldades de produzir um carnaval independente, sem grandes patrocínios, o Bloco Maria Baderna segue firme.
Serviço:
Bloco Maria Baderna – Desfile em Contagem (MG)
Sábado de Carnaval (14/02), na sede do município
Concentração às 13h | Cortejo a partir das 14h
Local: Praça Tiradentes, com cortejo até a Praça da Jabuticaba
Encerramento: 20h
Bloco Maria Baderna – Desfile em Belo Horizonte (MG)
Terça-feira de Carnaval (17/02), no bairro Santa Tereza, em Belo Horizonte.
Concentração às 12h | Cortejo às 14h
Local: Rua Mármore, 285 – Bairro Santa Tereza
Encerramento: 18h

Fonte: Assessoria de imprensa
