Data de publicação: 02-03-2026 21:39:00 - Última alteração: 02-03-2026 21:48:55

Samba mineiro de luto com a morte de Adriana Araújo, aos 49 anos

Centro de Integração Empresa Escola de Minas Gerais -  CIEE
Apresentação na Casa Criativa, em Contagem, em 16 de fevereiro de 2020

Foto:
Robson Rodrigues

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A cantora de voz marcante, símbolo de resistência cultural, morreu nesta segunda-feira (2/3), após sofrer aneurisma cerebral. Adriana Araújo estava internada em estado gravíssimo no Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte

A morte da cantora e sambista Adriana Araújo comoveu fãs e artistas de Minas Gerais nesta segunda-feira (2/3). 

A artista estava internada no Hospital Odilon Behrens, na Região Noroeste de Belo Horizonte, e não resistiu dois dias após sofrer um aneurisma cerebral.

Com mais de 65 mil seguidores nas redes sociais, Adriana consolidou-se como uma das vozes mais expressivas do samba na capital mineira e referência do gênero no estado. 

Mulher negra, mãe, cantora e compositora, Adriana marcou o público com interpretação intensa, repertório autoral e forte conexão com a ancestralidade.


Internação e comoção

A internação foi divulgada no domingo (1º/3). Segundo comunicado publicado nas redes sociais, Adriana passou mal em casa no sábado (28/2), desmaiou e foi levada a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). 

Posteriormente, foi transferida para o Hospital Odilon Behrens, onde exames confirmaram um aneurisma cerebral com hemorragia de grande extensão.

Desde então, permaneceu em coma, entubada e sob cuidados intensivos. O quadro foi classificado como gravíssimo e irreversível pela equipe médica.

A notícia da morte gerou grande repercussão entre fãs, músicos e representantes da cultura mineira.


Trajetória construída na arte e na resistência

A formação artística de Adriana teve início em oficinas gratuitas de dança afro na PPL, onde começou a construir sua identidade cultural. 

Adriana também participou de oficinas de teatro promovidas pela Prefeitura de Belo Horizonte e estudou técnica vocal.

Antes da carreira solo, integrou o grupo Simplicidade Samba, ao lado do sambista Evaldo Araújo, quando se tornou destaque nas tradicionais rodas de samba realizadas no Bar do Cacá, no bairro São Paulo, região Nordeste da capital.

Em 2020, iniciou carreira solo. No ano seguinte, lançou o álbum autoral “Minha Verdade”, reunindo composições próprias e parcerias que abordam temas como amor, ancestralidade, negritude e as vivências da mulher negra no samba.

Ao longo da carreira, dividiu palco com grandes nomes do gênero, como Leci Brandão, Diogo Nogueira, Zeca Pagodinho, Arlindinho e Jorge Aragão.


Legado que permanece

Adriana Araújo deixa um legado de representatividade, força e pertencimento no samba mineiro. 

A voz potente da sambista e a presença de palco tornaram-se símbolo de resistência cultural e valorização da identidade negra dentro da música popular brasileira.

Mais do que uma artista, Adriana construiu uma comunidade de fãs que se reconheciam em sua trajetória e em suas letras. 

A partida de Adriana deixa uma lacuna no cenário cultural, mas a obra permanece viva nas rodas de samba e nos palcos que ajudou a fortalecer.


Serviço:

O velório de Adriana Araújo será realizado nesta terça-feira (3/3), das 10 às 12h, na Quadra da Escola de Samba dos Guaranys
Rua Araribá, 285 - bairro São Cristóvão, em Belo Horizonte

O sepultamento será restrito aos familiares.

Fonte: Google e Redes Sociais
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