Foto: Juliano Almeida
Segundo levantamento do IBPT, a alta expressiva nas distribuidoras de até 13,8%, na primeira semana de março, alerta para impacto direto no custo de vida.
O preço do diesel registrou alta de até 13,8% nas distribuidoras na primeira semana de março e acendeu um alerta para a economia brasileira.
O aumento pressiona o custo do transporte e pode refletir no preço de produtos em todo o país, segundo levantamento do IBPT.
Os dados analisam operações entre 1º e 8 de março de 2026. O estudo considera cerca de 93 mil notas fiscais eletrônicas de vendas de combustíveis em todos os estados.
O diesel lidera as altas, o tipo S10 aditivado subiu, em média, 8,91% no país. Já o S10 comum teve aumento de 8,70%.
No Nordeste, os reajustes chegaram a 13,87% e 12,96%, respectivamente. O diesel da linha S500 também apresentou alta, com variações acima de 6%.
A gasolina também ficou mais cara. A versão comum registrou aumento médio de 2,06%. A aditivada subiu 1,71%.
O Centro-Oeste teve a maior alta da gasolina comum, com 4,73%. Já o Sul apresentou leve queda na gasolina aditivada.
O etanol seguiu caminho oposto. O combustível apresentou queda média nacional de 0,66%. As maiores reduções ocorreram no Sul e no Sudeste.
A região Norte foi a única com alta no período.
Segundo o presidente do conselho do IBPT, Gilberto Luiz do Amaral, o cenário internacional influencia diretamente os preços.
Conflitos no Oriente Médio impactam o mercado global de petróleo e elevam custos no Brasil.
O diretor do instituto, Carlos Alberto Pinto Neto, reforça o efeito em cadeia. O diesel tem papel central na logística.
Qualquer alta atinge o transporte de cargas e chega ao consumidor final.
O estudo também aponta diferenças regionais. O Nordeste concentra as maiores altas do diesel. O Centro-Oeste lidera o aumento da gasolina.
Sul e Sudeste registram as maiores quedas no etanol. O Norte apresenta comportamento isolado, com alta no biocombustível.
O levantamento integra um monitoramento semanal do mercado de combustíveis. O objetivo é ampliar a transparência sobre a formação de preços e identificar tendências no setor.
Fonte: Assessoria de imprensa


