Data de publicação: 27-04-2026 17:55:00 - Última alteração: 27-04-2026 18:22:51

Especialistas alertam que ruído urbano pode impactar negativamente a saúde

Fotos: Divulgação / IPT
 
Câmara de eco para testes acústicos no IPT melhoram qualidade de vida nas edificações

A 4ª Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora, realizada em São Paulo, reuniu nesta segunda-feira (27/4), autoridades e pesquisadores, para discutir os efeitos negativos da poluição sonora e propor novas políticas públicas.

A Câmara Municipal de São Paulo sediou, nesta segunda-feira (27/4), a 4ª Conferência Municipal sobre Ruído, Vibração e Perturbação Sonora. 

O encontro reuniu especialistas, autoridades e representantes da sociedade civil para debater os impactos do ruído na saúde e no bem-estar da população, além de apresentar propostas de monitoramento e regulação urbana.

O evento ocorreu no Plenário 1º de Maio, durante a semana do Dia Internacional de Conscientização sobre o Ruído. 

A conferência destacou a necessidade de fortalecer políticas públicas para controle da poluição sonora nas cidades.

Entre os participantes, estiveram presentes os pesquisadores Gonzalo Vecina, ex-presidente da Anvisa e Francesco Aletta, da University College London. 

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) também marcou presença, com o pesquisador Marcelo Aquilino, que integrou os debates técnicos.



Um dos pontos centrais foi o Projeto de Lei nº 123/2026, da Câmara Municipal de São Paulo, que propõe a criação de uma política municipal de despoluição sonora para estabelecer diretrizes mais rígidas para reduzir os níveis de ruído e melhorar a qualidade de vida urbana.

Segundo dados citados durante o evento, cerca de 60% da população mundial vive em áreas urbanas, com projeção de chegar a 68% até 2050.

Esse cenário amplia os impactos da poluição sonora na saúde pública.

A pesquisadora Ros Mari Zenha, do IPT, reforçou que o ruído já figura entre as principais causas de reclamação nas cidades.

“A exposição contínua ao barulho pode gerar prejuízos físicos e mentais, além de afetar a convivência social”, destacou.

O IPT atua no tema desde a década de 1970, por meio do Laboratório de Conforto Ambiental e Acústica. 

A instituição desenvolve estudos técnicos e contribui com a formulação de políticas públicas e projetos de lei voltados ao controle do ruído urbano.

O debate reforça que o enfrentamento da poluição sonora exige planejamento, regulação e ação integrada. 

Sem medidas efetivas, o problema tende a crescer junto com as cidades e impactar cada vez mais a qualidade de vida da população.

Projeto de Lei nº 123/2026

O PL foi elaborado pelo vereador Eliseu Gabriel em parceria com a Frente Cidadã pela Despoluição Sonora, com contribuições de especialistas (ProAcustica, IPT) e de outros vereadores, foca na política municipal de despoluição sonora.

O objetivo é estabelecer diretrizes para a prevenção e redução progressiva do ruído urbano, tratando o barulho excessivo como um problema de saúde.

O projeto propõe instrumentos de planejamento municipal para monitoramento e controle da poluição sonora.

Fotne: Assessoria de imprensa
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