Suspeito está detido no Centro de Apoio Médico Pericial de Ribeirão das Neves
(Foto: Google Street View / Reprodução)
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O homem acusado de decapitar a própria mãe no bairro Ermelinda, na região Noroeste de Belo Horizonte, vai continuar preso por decisão da Justiça de Minas Gerais.
Em audiência de custódia realizada na quarta-feira (24/6), o juiz Antônio Francisco Gonçalves, da Secretaria de Audiências de Custódia da Comarca de Belo Horizonte, converteu a prisão em flagrante em prisão preventiva, ao considerar a gravidade do crime e o risco à ordem pública.
Na decisão, o magistrado determinou que o suspeito permaneça internado no Centro de Apoio Médico Pericial (Camp), em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A unidade deverá garantir atendimento médico especializado, que inclui acompanhamento psiquiátrico.
O caso também será monitorado pelo Programa de Atenção Integral ao Paciente Judiciário (PAI-PJ), do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
De acordo com o processo, policiais militares foram acionados após vizinhos informarem que uma idosa não era vista havia vários dias. Sem obter resposta no apartamento, os militares arrombaram a porta do imóvel.
No interior da residência, encontraram o filho da vítima, que confessou ter matado a mãe e indicou o quarto onde o corpo estava.
Os policiais localizaram a mulher já decapitada. O suspeito apresentava escoriações nos braços, recebeu atendimento médico e foi preso em flagrante.

Foto: Pederzoli / TJMG
Ao justificar a manutenção da prisão, o juiz destacou a extrema violência empregada no crime.
"As circunstâncias do caso demonstram que as medidas cautelares diversas da prisão são inadequadas e insuficientes para resguardar a ordem pública, haja vista o modus operandi empregado e a gravidade concreta do crime, de natureza hedionda", registrou o magistrado na decisão.
A investigação prossegue para esclarecer todas as circunstâncias do homicídio, a motivação do crime e o estado de saúde mental do acusado.
O processo segue tramitando na Justiça de Minas Gerais, enquanto o suspeito permanece sob custódia na unidade médica prisional.
Fonte: TJMG










