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O sargento da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) Eduardo Abner Pereira de Oliveira, investigado pela morte da esposa, a capitã Michele Leão Azevedo, teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva nesta quarta-feira (22/7), após audiência de custódia realizada na Central de Audiências de Custódia (Ceac) da Comarca de Belo Horizonte.
A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Francisco Gonçalves, que entendeu ser necessária a manutenção da prisão para garantir a ordem pública.
Com isso, o policial vai continuar detido enquanto prosseguem as investigações sobre o caso, que causou grande repercussão em Minas Gerais.
Na decisão, o magistrado considerou que a segregação cautelar é indispensável diante da gravidade dos fatos apurados até o momento.
O processo segue sob segredo de Justiça, conforme determinação expedida no dia anterior, para restringir o acesso público aos autos para preservar direitos fundamentais dos envolvidos, como a intimidade e a vida privada.

Capitã chegou ao hospital já sem vida
De acordo com o Boletim de Ocorrência (BO), o sargento levou a esposa ao Hospital Odilon Behrens, na região Noroeste de Belo Horizonte, já sem sinais vitais.
A equipe médica constatou que a capitã apresentava assistolia, quadro compatível com parada cardiorrespiratória instalada havia tempo considerável, além de diversos sinais de violência pelo corpo.
Entre as lesões identificadas estavam traumatismo craniano, ferimentos nas pernas, hematomas, marcas lineares compatíveis com chicotadas e um corte de grandes proporções na região frontal da cabeça.
Diante dos indícios de agressão, os profissionais de saúde acionaram imediatamente a Polícia Militar. O sargento foi preso em flagrante e encaminhado para os procedimentos legais.

Investigação continua
Durante a audiência de custódia, o juiz determinou a expedição do mandado de prisão preventiva e intimou a defesa do militar e o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) para manifestação nos autos.
A partir de agora, o caso segue para as próximas etapas da investigação criminal e da futura ação penal, que deverão esclarecer as circunstâncias da morte da capitã Michele Leão Azevedo e a eventual responsabilidade do investigado.
Como o processo tramita em segredo de Justiça, novas informações vão depender do andamento das investigações e de futuras manifestações das autoridades competentes.

Foto: Marcelo Almeida / TJMG
Fonte: TJMG










