Data de publicação: 14-10-2026 02:02:00

Médica é demitida após orientar colegas a não dar alta aos pacientes petistas

Centro de Integração Empresa Escola de Minas Gerais -  CIEE
Foto: TV Anhanguera

A médica Marcella Segato de Sousa Melo, ex-chefe da ginecologia e obstetrícia do Hospital Municipal da Mulher e Maternidade Célia Câmara, em Goiânia (GO), foi afastada e depois demitida, após enviar uma mensagem em um grupo de WhatsApp de profissionais.

Na mensagem ela orientou para não conceder alta hospitalar a pacientes que, segundo ela, seriam eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT). 

Marcella foi afastada e o desligamento ocorreu em 7 de outubro, durante a apuração do caso. A mensagem foi enviada em 2 de outubro, dois dias antes do primeiro turno das eleições. 

“Quem estiver na enfermaria sábado e domingo, não dar alta para ninguém, a maioria é petista”. A orientação fazia referência ao fim de semana eleitoral, nos dias 3 e 4 de outubro. 

Médica afirma que nenhum paciente foi prejudicado

Em manifestação pública, Marcella afirmou que a mensagem não se transformou em conduta inadequada e que nenhum paciente teve a alta atrasada ou negada por causa de preferência política. 

Segundo a médica, todas as decisões de liberação hospitalar seguiram critérios clínicos. Ela também pediu desculpas às famílias e aos colegas.

Não há confirmação se outros profissionais tenham seguido a orientação atribuída à médica. Já o hospital afirma que mensagem não representa a instituição

A maternidade informou que as mensagens circularam em um grupo privado de profissionais e correspondiam a manifestações pessoais, sem relação com o posicionamento institucional. 

A unidade ressaltou que decisões sobre internação, permanência hospitalar e alta devem obedecer a critérios clínicos, técnicos, éticos e de segurança, sem interferência de preferências políticas.

Antes do desligamento, Marcella ocupava a chefia da ginecologia e obstetrícia e atuava por meio de uma empresa contratada para prestar serviços à organização social responsável pela administração da unidade. 

Conselho de medicina apura o caso sob sigilo

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiás (Cremego) informou que denúncias relacionadas à conduta ética de profissionais são apuradas em procedimentos sigilosos. 

O conselho também solicitou esclarecimentos ao responsável técnico da instituição. 

A apuração ética segue regras próprias e não significa, por si só, que tenha havido uma decisão definitiva sobre eventual infração profissional.

Fonte: TV Anhanguera
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