Data de publicação: 22-10-2026 20:58:00 - Última alteração: 22-10-2026 21:01:42

Justiça mantém preso casal suspeito de matar jovem em Jaboticatubas

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Fotos: Divulgação

A Justiça de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, determinou nesta quinta-feira (22/10) que Samuel Castro Melo, de 18 anos, e Carla Luísa da Silva, de 23, permaneçam presos preventivamente. 

O casal é suspeito de envolvimento na morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, desaparecida desde 9 de outubro. 


O corpo da jovem foi localizado nesta quarta-feira (21/10), em uma área de vegetação do município. A decisão de manter o casal preso foi tomada após audiência de custódia na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas. 

O juiz negou os pedidos de liberdade apresentados pela defesa de Samuel e determinou prioridade para a conclusão dos laudos periciais que poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte. 

Adolescente indicou o local onde o corpo estava enterrado

As buscas avançaram após uma adolescente de 15 anos, que confessou que teria estado com os suspeitos no dia do desaparecimento, fornecer informações à polícia e indicar o ponto onde o corpo poderia estar.

Segundo o relato registrado pela Polícia Militar, o grupo estava em um Volkswagen Up branco. 

Samuel teria conduzido o veículo, enquanto Carla ocupava o banco dianteiro e a adolescente seguia no banco traseiro. Beatriz também entrou no carro.

A adolescente contou que, depois de um trajeto até uma área afastada, esperou no veículo enquanto os demais se deslocaram para outro ponto. 

Cerca de 30 minutos a uma hora depois, Samuel e Carla teriam retornado sem Beatriz. A jovem afirmou que desconfiou de que algo grave havia ocorrido. 

A menor acompanhou as autoridades até o local indicado, onde o corpo foi encontrado em uma cova, com as mãos amarradas para trás por um pedaço de arame. A causa da morte depende de exames periciais. 


Defesa de Samuel apresenta outra versão

O advogado Dracon Cavalcante, que representa Samuel, afirmou que o cliente havia combinado de sair com a adolescente no dia do ocorrido. 

Segundo a versão apresentada pela defesa, a jovem teria pedido que ele parasse o carro ao encontrar Beatriz e as duas teriam discutido em seguida.

O advogado sustenta que Samuel não participou da agressão e que teria deixado o local sem saber o que aconteceu com a vítima. A defesa também nega que Carla tenha participado do crime.

A advogada Tatiany Barbosa, responsável pela defesa de Carla, informou que a cliente nega as acusações e optou por permanecer em silêncio durante o depoimento policial, com base no direito constitucional de não produzir provas contra si mesma. A defesa pretende apresentar os argumentos durante o processo.


Polícia apura possíveis conflitos anteriores

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desaparecimento e da morte, além de possíveis desentendimentos anteriores entre Beatriz e Carla. 

Os investigadores também solicitaram a análise dos celulares apreendidos e outros exames periciais para reconstruir os acontecimentos.

A permanência dos suspeitos na prisão preventiva não representa condenação. O caso segue sob investigação, e os envolvidos têm direito à presunção de inocência e à ampla defesa.

Fonte: PCMG
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