Fotos: Divulgação
A Justiça de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, determinou nesta quinta-feira (22/10) que Samuel Castro Melo, de 18 anos, e Carla Luísa da Silva, de 23, permaneçam presos preventivamente.
O casal é suspeito de envolvimento na morte de Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27 anos, desaparecida desde 9 de outubro.

O corpo da jovem foi localizado nesta quarta-feira (21/10), em uma área de vegetação do município. A decisão de manter o casal preso foi tomada após audiência de custódia na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas.
O juiz negou os pedidos de liberdade apresentados pela defesa de Samuel e determinou prioridade para a conclusão dos laudos periciais que poderão ajudar a esclarecer as circunstâncias da morte.
Adolescente indicou o local onde o corpo estava enterrado
As buscas avançaram após uma adolescente de 15 anos, que confessou que teria estado com os suspeitos no dia do desaparecimento, fornecer informações à polícia e indicar o ponto onde o corpo poderia estar.
Segundo o relato registrado pela Polícia Militar, o grupo estava em um Volkswagen Up branco.
Samuel teria conduzido o veículo, enquanto Carla ocupava o banco dianteiro e a adolescente seguia no banco traseiro. Beatriz também entrou no carro.
A adolescente contou que, depois de um trajeto até uma área afastada, esperou no veículo enquanto os demais se deslocaram para outro ponto.
Cerca de 30 minutos a uma hora depois, Samuel e Carla teriam retornado sem Beatriz. A jovem afirmou que desconfiou de que algo grave havia ocorrido.
A menor acompanhou as autoridades até o local indicado, onde o corpo foi encontrado em uma cova, com as mãos amarradas para trás por um pedaço de arame. A causa da morte depende de exames periciais.

Defesa de Samuel apresenta outra versão
O advogado Dracon Cavalcante, que representa Samuel, afirmou que o cliente havia combinado de sair com a adolescente no dia do ocorrido.
Segundo a versão apresentada pela defesa, a jovem teria pedido que ele parasse o carro ao encontrar Beatriz e as duas teriam discutido em seguida.
O advogado sustenta que Samuel não participou da agressão e que teria deixado o local sem saber o que aconteceu com a vítima. A defesa também nega que Carla tenha participado do crime.
A advogada Tatiany Barbosa, responsável pela defesa de Carla, informou que a cliente nega as acusações e optou por permanecer em silêncio durante o depoimento policial, com base no direito constitucional de não produzir provas contra si mesma. A defesa pretende apresentar os argumentos durante o processo.

Polícia apura possíveis conflitos anteriores
A Polícia Civil investiga as circunstâncias do desaparecimento e da morte, além de possíveis desentendimentos anteriores entre Beatriz e Carla.
Os investigadores também solicitaram a análise dos celulares apreendidos e outros exames periciais para reconstruir os acontecimentos.
A permanência dos suspeitos na prisão preventiva não representa condenação. O caso segue sob investigação, e os envolvidos têm direito à presunção de inocência e à ampla defesa.
Fonte: PCMG

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