Data de publicação: 20-03-2017 00:32:00

Enchente na Trincheira do Itaú volta a acontecer

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Fotos: Robson Rodrigues

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Moradores afetados pela enchente da madrugada deste domingo (19) pedem a ajuda da prefeitura e doações de roupas e alimentos. Segundo relatos, mãe e filhos saíram de casa com água pelo pescoço e correram risco de morte.

O temporal que caiu por volta da 00h30min durou mais de uma hora e causou estragos ao longo do córrego Ferrugem, principalmente nas vilas Samag e Itaú. Pessoas relatam que perderam muito com as águas que invadiram as residências, mas, por sorte, conseguiram se salvar.

Depoimentos

“Aqui sempre aconteceram enchentes, mas piorou com a canalização do córrego e mais ainda com a construção da trincheira. A água transborda as galerias, enche o canal do residencial Oásis, que, sem vazão, sai destruindo e invadindo as casas”, relatou Vilson Pereira dos Santos, operador de serviços gerais. Ele disse que presenciou carros e cães sendo arrastados pela correnteza. Ele reclama que o carro na garagem também foi invadido pelas águas.

Outro morador, esse da Vila Itaú, disse que a água do córrego Ferrugem que venceu os obstáculos do condomínio Oásis chegou com muita força e inundou a maioria das casas que ficam às margens. 

“Fiz recentemente uma cirurgia e agora perdi tudo que tinha em casa: minhas roupas, roupas de cama, alimentos e o pior, os remédios que custei a conseguir e o material para trocar o curativo. Preciso de ajuda, terei que dormir na UPA JK, não tenho para onde voltar essa noite”, reclamou Geraldo Magela, desempregado.

Fabiana Lopes de Souza disse que assim que começou a forte chuva preferiu ficar acordada e já começou a colocar os móveis e utensílios em lugares mais altos. 

“Moro aqui na vila há 25 anos. A família cresceu, aí resolvemos ocupar os barracos desapropriados que ainda estavam de pé. Agora aguardamos uma resposta da prefeitura, porque somos sem casa, mas trabalhadores”, explica.

Já Euzani Custódio, mãe de três filhos, disse que pensou que iria morrer quando abriu a porta de casa e a água invadiu. “Quando acordei, a água já estava entrando em casa. Agarrei as crianças, me segurei no varal de roupas e consegui subir a escada que leva para o cômodo mais alto. Graças a Deus, porque a água já estava pelo pescoço”, conta a desempregada.

Reclamações

A moradora acusa o Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais, que, segundo ela, derrubou as casas desapropriadas, não recolheu os entulhos nem cumpriu as promessas de entregar os apartamentos e, atualmente, não paga os alugueis sociais em dia, colocando as famílias em dificuldades para sobreviver.

Os moradores fizeram um mutirão para fazer a limpeza das casas afetadas e agora pedem doações de roupas e alimentos para enfrentar a situação difícil que atravessam. Ainda segundo os moradores, até o final da tarde, nenhum representante de qualquer órgão público da cidade esteve na vila para registrar os estragos da enchente.

Já a Trincheira do Itaú foi parcialmente interditada durante o dia para limpeza e foi possível ver como a água destruiu a obra paliativa feita pela prefeitura para tentar impedir enchentes.

Prefeitura de Contagem

Em nota, a prefeitura informa que se mobiliza para sanar os problemas causados pelas últimas chuvas. As áreas mais atingidas foram as Vilas São Paulo, Samag, Itaú e Marimbondo, que margeiam o córrego Ferrugem. Equipes da Defesa Civil estão monitorando a região e distribuíram para as famílias atingidas, colchões e água sanitária para limpeza dos imóveis. 

Ainda segundo a prefeitura, a solução definitiva capaz de evitar novos alagamentos depende da construção de quatro bacias de contenção.  Obras que demandam recursos do Ministério das Cidades (governo federal) e do governo estadual, em parceria com o município.

De acordo com a nota, o prefeito Alex de Freitas esteve em Brasília várias vezes para solicitar verbas para a construção das bacias do córrego Ferrugem.

Departamento de Obras Públicas do Estado de Minas Gerais - DEOP

O DEOP foi incorporado a SETOP - Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas. Segundo a assessoria de imprensa do SETOP, 520 famílias foram removidas das vilas Itaú, PTO, Canal e Samag, em Contagem, e das vilas Esporte Clube e Madre Gertrudes, em Belo Horizonte.

De acordo com o SETOP, as residências desocupadas foram demolidas e os entulhos não foram retirados para evitar novas ocupações. O SETOP afirma que desconhece as ocupações de residências que não foram demolidas e os atrasos dos alugueis sociais.

Com relação às moradias que serão destinadas às famílias que recebem os alugueis sociais, o SETOP afirma que um conjunto de prédios de apartamentos está em construção no bairro Água Branca conforme publicação do site do órgão

Contato para doações: (31) 99208.1329 - Euzani Custódio
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